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  • Silvio Carneiro

As 5 fases do luto

Atualizado: 15 de set. de 2021


Em 1969 a psiquiatra suíça Elisabeth Kubler-Ross lançou um livro chamado "Sobre a morte e o morrer" em que estabelece um modelo de cinco fases vivenciado por toda pessoa em estado de luto. Esse modelo pode ser estendido para todo tipo de perdas ou situações difíceis na vida e nos ajuda a entender a importância de vivenciarmos as nossas dores de um jeito mais saudável.

Segundo Kubler-Ross, o luto se dá em cinco estádios:


  1. Negação;

  2. Raiva;

  3. Barganha;

  4. Depressão e

  5. Aceitação.


Primeiro a gente nega o problema, tentando encontrar um jeito de não entrar em contato com a realidade. É comum também não querermos falar sobre o assunto. Até que chega um momento em que o medo passa e encaramos a realidade.

A realidade nos choca e então a gente se revolta com o mundo, se sente injustiçado(a) e não se conforma por estar passando por isso. A gente tenta extravasar.

Mas esse extravaso mina nossas energias e a gente começa a “barganhar”, começando com a gente mesmo, dizendo que seremos uma pessoa melhor se sairmos daquela situação; fazendo promessas a Deus e se “agarrando” a todos os santos.

Só que a realidade é só a realidade e, por mais que a gente tente dar nosso “jeitinho” sendo um bom menino ou uma boa menina a realidade é uma sucessão de causas e consequências. Alguma coisa causou essa perda ou morte e será preciso lidar com as consequências. Não dá pra voltar no tempo e refazer a história. Mas podemos sempre escrever uma nova história a partir do agora. E pensar nessa dura verdade pode fazer com que a gente queira se retirar para nosso mundo interno, nos isolando e nos sentindo impotentes diante da situação.

Até que, finalmente a gente supera o desespero e consegue enxergar a realidade como realmente é, ficando pronto pra enfrentar a perda ou a morte.

Não existe uma sequencia fixa dos estádios de luto, mas é comum que as pessoas apresentem pelo menos dois desses estádios. Algumas ficam estagnadas em uma das fases. Mas a resolução exige a vivência plena dos sentimentos e pensamentos a todo custo.

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